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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Transformação social atraves da musica e o maior legado dos 99 anos de vida do monsenhor Ágio

Há cinco décadas a Escola de Educação Artística Heitor Villa-Lobos, mantida pela Sociedade Lírica do Belmonte- SOLIBEL, no distrito Belmonte, em Crato, cumpre a missão de utilizar a música para integrar e educar crianças carentes que vivem em situação de riscos sociais, isso graças ao aniversariante do dia: o monsenhor Ágio Augusto Moreira, que neste domingo, 5 de janeiro, celebrou 99 anos de existência.
“Sem dúvidas o monsenhor Ágio é importante para toda a diocese de Crato. É um fato notável 99 anos de existência. É um dia de render graças ao Senhor, agradecer a Deus que conservou a sua vida doada e dedicada, que recuperou tantas e tantas vidas a partir da música. Isso nos mostra que a vida é simples, é dom de Deus, basta que a gente queira vivê-la como Deus quer que a gente viva”, disse dom Gilberto Pastana, que foi até a SOLIBEL parabenizar o aniversariante.
Com um jeito simples de acolher, sorriso no rosto transmitindo paz de espirito e leveza na alma, o monsenhor Ágio, sacerdote despojado e humilde, sentado em uma cadeira acolheu a cada um que, após a Santa Missa celebrada na própria SOLIBEL, participou com ele do momento de apresentação musical festejando a abertura do seu ano jubilar.  “Estou muito contente porque Deus me deu saúde para chegar até neste ponto”, disse.
Natural de Assaré, o sacerdote também tem o dom de escrever, e dentre as publicações de livros já feitas, teve uma que ele falou sobre “A história da devoção a Nossa Senhora das Dores”, padroeira de sua terra mãe. “Esse livro é um compromisso que fiz com a minha padroeira. Em toda trajetória de minha vida ela sempre me consolou nas dores que tive, seja como estudante, vigário ou professor”, recordou.
Livros sobre “Tratado sobre as almas do Purgatório” e “História da bicicleta”, prática que ele teve até os 81 anos, foram publicados e mais uma obra está sendo escrita por ele para comemorar seus 100 anos. O novo livro falará sobre a espiritualidade do padre Cícero Romão Batista.
Escola de música e de vida
Violino, Violoncelo, viola, piano clássico, trombone, clarineta e acordeom são alguns dos instrumentos que os cerca de 150 alunos da Escola de Música do Belmonte aprendem a tocar, através de uma formação musical erudita e popular.
As aulas são repassadas para crianças a partir dos 4 anos e ultrapassa gerações, como é o caso de Cícero Galdino, que entrou na escola aos 8 anos, em 1989, por influência dos pais que participavam de aulas na escola, e permanece até hoje, agora como professor e um dos diretores. “A escola de música mudou minha família, ampliou o nosso olhar sobre a vida e, sobretudo, me fez um ser humano melhor”, afirmou.
Sobre a pessoa padre Ágio, Galdino expressou grande admiração. “O padre ágio é um ser de luz. Vejo ele como uma ponte entre o mundo terrestre e o mundo divino. Ele dedicou a vida toda para fazer o bem às outras pessoas tendo a música como ferramenta de transformação humana. Vejo ele como uma grande árvore e cada aluno, cada pessoa que toca, cada nota é como se fosse o padre se renovando. Mesmo em vida o padre Ágio já se imortalizou no coração de cada um de aqui”, disse emocionado.

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