sábado, 8 de abril de 2017

"Não sabia que existia gente tão cruel", desabafa mãe da menina Débora

Não sabia que existia gente tão cruel para fazer algo com uma menina de 4 anos, que nunca fez mal a ninguém". As palavras são de Daniele dos Santos, mãe da pequena Débora Lohany,  de 4 anos, que foi raptada na noite do dia 27 de março, na Comunidade do Lagamar. "Ela não tinha amor do pai. Só tinha a mim. Queria me defender de tudo e de todo mundo", desabafa.
A mãe da criança reforça, como já teria declarado ao Diário do Nordeste, que acredita ser da filha o corpo encontrado na manhã desta sexta-feira (7). Daniele diz ter reconhecido o corpo "pela chinela. E quando uma mulher chegou aqui mostrando a foto só das mãos, eu reconheci a mãozinha dela", disse em entrevista neste sábado, à TV Verdes Mares.
O perito geral da Perícia Forence do Estado do Ceará (Pefoce), Ricardo Macêdo, disse que será revelado em até 10 dias o laudo que irá definir se o corpo é ou não de Débora, incluindo um teste de DNA. "Porém, em algumas situações a gente necessita de prorrogação desse prazo a depender dos exames que estão sendo feitos", ressaltou. 
Imagens de suspeito
De acordo com a mãe, a Polícia possui filmagens do suspeito, mas nenhuma informação a mais foi divulgada. "A gente está esperando eles falarem alguma coisa das filmagens. Eles já pegaram as filmagens, mas não falaram nada ainda não", afirmou. 
Secretário se manifesta sobre o caso
O secretário de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa, afirmou que a Polícia tem feito todo o esforço possível para prender os responsáveis pelo rapto da criança de quatro anos. "Sobre a investigação, a gente não tem nada a revelar nesse momento. Lamentamos muito e ficamos nos questionando como um ser humano é capaz de um ato desses", disse Costa.
Desaparecimento no dia 27/3 e o que disseram as testemunhas
Vista pela última vez por volta das 19h da segunda-feira (27), as testemunhas contam que a menina foi levada quando brincava próximo a sua residência junto a outra criança, na esquina da Rua do Alecrim, na Aerolândia.
Ana Cristina da Silva Assunção, cunhada da mãe de Débora, disse que mora na mesma rua da menina e conta que estava em casa quando tudo aconteceu. "Ela estava brincando na rua, correu para a esquina às 19h30. Foi questão de minutos. A mãe dela foi procurar e uma mulher na avenida disse que viu um rapaz vestido todo de preto pegando ela, até pensou que era conhecido, porque viu que ela olhou assustada, mas não chorou. Contaram para a gente que ele atravessou com ela no sentido ao matagal e saiu andando por lá", afirmou Ana Cristina.
Dois suspeitos se apresentaram e foram liberados

Apesar de terem sido ouvidos pelas autoridades, pelo menos dois homens com braço amputado (característica inicial apontada por testemunhas que disseram ter presenciado a menina ser levada), ninguém foi detido. Na terça-feira seguinte ao crime, o primeiro homem foi encaminhado até a Dececa, onde foi ouvido pela delegada titular, Ivana Timbó. Logo após o depoimento, ele foi dado como testemunha e foi liberado. Um segundo homem com a mesma característica também foi ouvido na Dececa, na última quarta-feira (29), e descartado pela Polícia como suspeito do caso.
Fonte -Diario do Nordeste

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