As forças de resgate confirmaram
que foi encontrado mais dois corpos, o que fez subir para 11 o número oficial
de mortos em Brumadinho, em
decorrência do rompimento de uma barragem nesta
sexta-feira (25).
De acordo com as Forças
Integradas de Segurança de Minas Gerais, há 166 funcionários da
Vale e 130 funcionários terceirizados desaparecidos. Foram encontradas com vida
176 pessoas, das quais 23 estão hospitalizadas.
A médica Marcelle Porto Cangussu continua sendo a única
vítima que já teve o corpo reconhecido. Ela estava trabalhando
no momento em que a barragem se rompeu.
Segundo Associação Nacional de
Medicina do Trabalho (ANAMT) e a e a Associação Mineira de Medicina do Trabalho
(AMIMT), Marcelle obteve seu título de especialista em Medicina do Trabalho em
2015 e se dedicava à carreira na Vale.
A tragédia
Uma barragem da mineradora Vale se rompeu e ao menos
outra transbordou nesta sexta-feira (25) em Brumadinho, cidade da Grande
Belo Horizonte, liberando cerca de 13 milhões de m³ de rejeitos
da produção de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região.
Os
rejeitos atingiram um refeitório e um prédio administrativo da empresa, que
ficaram soterrados pela lama. Eles ficam no interior do complexo da mina
Córrego do Feijão, na zona rural de Brumadinho. A barragem B1, que se rompeu, é
uma estrutura de porte médio para contenção de rejeitos e estava há três anos
em processo de desativação.