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quinta-feira, 18 de março de 2021

Tamboril: 38 pessoas testam positivo para Covid em barreiras sanitárias e são impedidas de entrar na cidade


Em apenas três dias, pelo menos 38 pessoas foram impedidas de entrarem no Município de Tamboril, Norte do Estado, por testarem positivo para a Covid-19. No último dia 15 de março, testes rápidos passaram a ser aplicados em todas as pessoas não residentes do Município que cruzassem as barreiras sanitárias na entrada da Sede e no Distrito de Sucesso – que dá acesso à cidade de Crateús.

“Estamos aplicando, em média, 35 testes por dia. Foi uma estratégia adotada para tentar conter o avanço do vírus. Somente identificando os infectados é que conseguiremos interromper a transmissão”, justificou o prefeito de Tamboril, Luiz Marcelo Mota (PDT).

A entrada no Município só é liberada para residentes e pessoas que farão a entrega de produtos nos comércios tidos como essenciais, como é o caso de supermercados e farmácias. É ainda permitida entrada dos que comprovem estarem se deslocando a trabalho. “Mas todos são testados”, garante Marcelo. Quando o teste acusa positivo, o infectado é orientado a regressar para sua cidade de origem e comunicar aos profissionais da saúde.


Somente nesta quarta (17), foram 16 caminhoneiros com testes positivos para o novo coronavírus. “Em alguns casos o caminhoneiro está apenas cruzando a cidade. Então nós liberamos e ele é acompanhado por um bombeiro civil até a saída do Município”, detalhou o gestor. Marcelo Mota acredita que essa proibição tem ajudado a frear a disseminação do vírus na cidade.

“Muitos dos [caminhoneiros] que testaram positivo vinham fazer entrega de produtos nos comércios da cidade. Isso acaba fazendo com o que o vírus circule e a contaminação cresça”, acrescenta. As barreiras sanitárias funcionam 24 horas. As equipes são formadas por seguranças, enfermeiras e bombeiros civis. Ao todo, são quatro barreiras, duas na Sede e duas no Distrito de Sucesso.

CASOS

Tamboril tem 1.311 infectados e 22 mortes por decorrência da Covid-19, conforme números do IntegraSus, plataforma oficial da Secretaria da Saúde (Sesa) do Estado. O Município conta com 23 leitos de enfermaria, mas não dispõe de UTI. Segundo Marcelo, essa ausência de Unidades Intensivas faz com o alerta “seja inda maior”.

“É justamente por não termos UTI que o alerta e a necessidade de ações constantes se fazem mais necessárias. Identificando os casos com antecedência, conseguimos frear a transmissão e evitamos que os pacientes se agravem”, avalia.

Quanto ao abastecimento de oxigênio no Município, que tem sido uma dificuldade enfrentada por várias cidades cearenses, a Secretaria da Saúde confirmou que não há risco de faltar o insumo. “Estamos nos organizando para que não falte. Temos tido contato diário com os fornecedores e nosso estoque hoje tem conseguido contemplar a demanda”, pontua Luiz Marcelo. Dos 23 leitos, 16 estão ocupados.

(Com informações do Diário no Nordeste)