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quinta-feira, 15 de abril de 2021

No interior, profissionais de academias realizam protesto


A retomada da economia no Estado, que teve início nesta segunda-feira (12/04), não atingiu a todos os setores. Um deles, por exemplo, foram as academias de ginásticas e musculação, que seguem fechadas nesta primeira semana de flexibilização. Em meio ao cenário, proprietários de estabelecimentos da área organizaram uma manifestação em Crateús, a 350km de Fortaleza, nesta quarta-feira (14/04).

Com os cartazes que trouxeram os dizeres de “somos essenciais” e “salvem as academias”, manifestantes se concentraram em frente a sede da Prefeitura, no Centro da cidade, para protestar contra o decreto que classifica as academias como lazer, deixando, assim, o seguimento de fora daqueles que são considerados não essenciais e que poderiam voltar neste inicio da retomada. “Nós não somos lazer, nós curamos lesões, fortalecemos lesões, prevenimos. Nós queremos que essa mensagem chegue ao nosso governador para que ele se sensibilize e veja que podemos trabalhar de forma consciente, seguindo a OMS”, declarou um dos proprietários que estava no local.


Com palavras de ordem e cartazes, 12 proprietários de academia organizaram o movimento. (Foto: Reprodução/Internet).

Antônia Lilian , educadora física ligada à Corporium Academia, relembrou que, antes do fechamento, os estabelecimentos estavam funcionando dentro dos protocolos de biossegurança. “Estávamos trabalhando com 30% da capacidade, fiscalizados diariamente. Já foi comprovado cientificamente que o exercício físico melhora o condicionamento de saúde, e que pode evitar maiores complicações da Covid-19”, disse.

No inicio de 2021, um projeto que considera as atividades físicas como essenciais foi encabeçado pelo vereador Zagalo (PSD) e aprovado na Câmara Municipal de Crateús. A inciativa foi sancionada  pelo prefeito Marcelo Machado. Ainda assim, os estabelecimentos seguem fechados por força de decreto estadual.