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sexta-feira, 11 de junho de 2021

IPAPORANGA RELEMBRA O CASO MARIA OLINDA (DIOLINDA) NESTE DIA 11 DE JULHO EM QUE COMPLETA 10 ANOS DO CRIME MAIS BÁRBARO DE TODA A HISTÓRIA DO MUNICÍPIO.




Como bem já dizia o notável jurista Rui Barbosa, “Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada”. Nesta sexta-feira, 11 de junho de 2021, completa 10 anos do acontecimento do que podemos classificar de crime mais monstruoso, covarde e brutal de toda a história do município de Ipaporanga, que teve como vítima a senhora: MARIA OLINDA PEREIRA FARIAS, conhecida carinhosamente por “DIOLINDA”. Crime que continua sem ser elucidado, não tendo sido preso nenhum dos autores. É mais um ano de injustiça que faz com que a população fique descrente  com a própria justiça.

A vítima Diolinda era uma pessoa que todos queriam muito bem. Amiga de todos. Figura bastante conhecida na cidade de Ipaporanga e até mesmo na região. Sempre morou em Ipaporanga, residindo com os seus pais adotivos ali no início da Rua Raimundo Evaristo. Mesmo com sua deficiência física, sempre estava nos movimentos realizados pela cidade. Era muito participativa e comunicativa. 

É importante relembrar que Maria Olinda (Diolinda) foi covardemente espancada, estuprada e morta por maníacos, provavelmente drogados, na madrugada do dia 11 de junho de 2011, quando voltava de uma festa realizada em um clube no bairro BR 404 na referida cidade. Como era de costume, a vítima sempre ia a eventos realizados na cidade e retornava sozinha para sua casa, pois era uma pessoa querida e sem inimigos, também por considerar que morava em uma cidade tranquila. Porém naquela madrugada o pior lhe aconteceu, quando na avenida Dona Vitorinha no Centro de Ipaporanga, a vítima foi brutalmente atacada e morta por indivíduos até hoje não identificados pelas autoridades.

O assassinato da Diolinda parou a pequena cidade de Ipaporanga, tendo deixado a população chocada com tamanha crueldade e violência. O crime também foi bastante noticiado e teve repercussão em toda região e até mesmo a nível de Estado, tendo atraído até mesmo a imprensa da capital e equipes de televisão que vieram a Ipaporanga na época para fazer a cobertura do caso. O crime foi de tamanha brutalidade, que pessoas que chegaram a ver o estado do corpo, ficaram com o psicológico abalado. A população ficou apavorada pelo fato de saber da existência de indivíduos capazes de cometer tamanha atrocidade, vivendo disfarçadamente no meio da sociedade como pessoas normais.

Na época, foram realizadas passeatas e manifestações que clamavam por JUSTIÇA, tendo também sido feito abaixo-assinado para ser entregue as autoridades da segurança pública do estado. Mesmo assim,  o crime hediondo continua sem elucidação e na impunidade, possivelmente, estando os assassinos convivendo no meio da sociedade como se fossem pessoas de bem.  Embora na época tenham surgido muitos comentários e boatos de possíveis envolvidos, nada foi apurado acerca da veracidade destes comentários.

Com o crime da Diolinda, sua família sofreu muito, tendo sua mãe falecido pouco tempo após o assassinato da filha. Dizem que ela debilitou-se após o triste e revoltante acontecimento, inclusive, chorava todos os dias pela morte da filha. Já o seu pai idoso, ainda hoje vive em Ipaporanga, tendo ficado sob os cuidados de outras pessoas, lhe restando apenas a saudade e os lamentos por tamanha crueldade praticada contra sua querida e única filha.

Todo ano, sempre que se aproxima esta data, é comum a gente ver faixas espalhadas pela cidade pedindo justiça pela morte da querida Diolinda. Contudo, o crime segue na impunidade. Mesmo assim, a família, os amigos e a população de Ipaporanga acredita que um dia tudo seja esclarecido e que os culpados serão apontados, processados e cumpram a pena pela prática do crime monstruoso contra a vida da saudosa Maria Olinda.

A população de Ipaporanga não pode aceitar que crimes perversos como o cometido contra a saudosa Diolinda venha a cair no esquecimento. É exatamente isso que os culpados querem. 

Por isso, é muito importante que toda e qualquer informação sobre o caso seja informado a autoridade policial na Delegacia de Crateús onde tem andamento o inquérito que apura o crime. Somente com a ajuda da população é que vai se chegar nos verdadeiros autores do terrível assassinato, pois não existe crime perfeito e a verdade sempre aparece. Não deixem que este crime caia no esquecimento.

Enquanto cidadãos, devemos acreditar na Justiça, mas se a justiça dos homens não for feita e os culpados escaparem dela, podemos ficar na certeza de que não se livrarão da Justiça de DEUS. Essa nunca falha.

Neste dia, ficam os meus lamentos e a minha solidariedade aos familiares e amigos da saudosa Maria Olinda (Diolinda). Pessoa boa que tive a satisfação de conhecer.