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Polícia acredita que as mortes do vice-prefeito de Choró, Francisco Sidney
Cavalcante de Sousa, 42, e da técnica de enfermagem Maria Elisângela Gomes
Lemos, 35, tenham sido cometidas por motivos passionais. O acusado dos crimes,
Francisco Roberto Oliveira, o 'Júnior Moura', 46, atirou contra a própria
cabeça e até o fechamento desta edição estava internado em estado grave no
Instituto Doutor José Frota (IJF). Ele teria matado a mulher no sábado e,
ontem, invadiu a Prefeitura de Choró, fez Sidney Cavalcante de refém e, após
cerca de duas horas, assassinou o político com nove tiros.
As investigações do crime estão a cargo da Divisão de Homicídios
e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). Conforme
o delegado Leonardo Barreto, da Especializada, uma carta encontrada no
apartamento onde Elisângela e Júnior moravam, pode ajudar a Polícia a elucidar
as motivações para os dois homicídios.
Invasão
Por volta das 11h de ontem, a Polícia recebeu o chamado que um
homem havia invadido o Centro Administrativo Expedito Quirino Borges, em Choró,
a aproximadamente 151 quilômetros de Fortaleza. O suspeito, que portava um
revólver de calibre 38, teria feito reféns no local e estava trancado no
gabinete do vice-prefeito com o gestor.
Agentes das polícias Civil e Militar foram ao Centro
Administrativo. Sob o comando da delegada Anna Claudia Nery, teve início uma
negociação com o homem, que apresentou-se como Júnior Moura.
A conversa, por telefone, durou aproximadamente duas horas. À
autoridade policial, o homem disse que havia matado a mulher em Fortaleza e que
iria assassinar o político pois suspeitava de um romance envolvendo as duas
vítimas.
