O corpo do adolescente Cícero Ricardo de
Oliveira, de 14 anos, o “Mineirinho” foi encontrado por volta das 06h30min
desta sexta-feira no Sítio São Gonçalo situado nas imediações da reserva
ecológica do Sítio Fundão na zona rural de Crato. Cerca de cinco horas antes, o
mesmo tinha sido raptado do interior de sua residência na Rua Francisco
Monteiro, 518 (Triangulo) em Juazeiro do Norte por cinco homens encapuzados que
ali chegaram num veículo Fiat Pálio quatro portas e cor prata.
O cadáver apresentava várias perfurações à bala e
o menor era dependente químico, acusado de assaltos, tráfico de drogas e um
homicídio em Juazeiro. Por conta desse último crime, “Mineirinho” foi preso 48
horas depois e passou 42 dias recolhido no Centro Sócio Educativo José Bezerra
de Menezes, sendo assassinado 17 dias após conquistar a liberdade. Segundo a
polícia, o mesmo teria sido visto em várias “paradas” praticando assaltos na
noite de ontem nos bairros Triangulo, João Cabral e Tiradentes em Juazeiro
O primeiro deles aconteceu na Rua Luíz de Freitas
(Triângulo) e acompanhado por um casal. Perto do cruzamento com a Rua Poeta
José Bernardo da Silva, o trio abordou um adolescente de 16 anos quando,
empunhando uma faca, “Mineirinho” tomou um boné, um par de sandálias, cordão e
um aparelho celular. Ele entregou a jovem comparsa e os dois seguiram adiante
em busca de novas vítimas. O homicídio desta madrugada foi o quinto do mês de
agosto em Crato e o 44º do ano no município.
HISTÓRICO – “Mineirinho” conquistou sua liberdade pela sexta vez
na manhã do último dia 26 de julho, mesmo sendo réu confesso da autoria do
disparo que ceifou a vida da comerciante Ana Telma Pinheiro Sá, de 38 anos, no
dia 12 de junho no bairro José Geraldo da Cruz em Juazeiro. Ele foi apreendido
dois dias depois escondido na casa de uma irmã acusada do tráfico de drogas na
Rua Socorro Norões Mota no bairro Triângulo.
A polícia chegou até ele após a prisão de
Francisco André Alves Ferreira, de 18 anos, o “Andrezinho”, na Rua da Paz, 1560
no bairro João Cabral. Este acusou “Mineirinho” que, por sua vez, admitiu
pontuando como reação contra uma pessoa que, supostamente, iria atirar um litro
de aguardente na dupla que vinha praticando assaltos. Seu comparsa pilotava a
moto que tinham acabado de roubar originando uma série de outros assaltos. Para
a polícia, “Mineirinho” costumava usar de violência contra suas vítimas
agredindo, xingando e gritando palavras de ordem.