O time de
Campinas precisou apenas do primeiro tempo para construir o resultado. Roger
Carvalho fez contra e André Luís ampliou. O Fortaleza teve um volume de jogo
muito maior que o adversário no segundo tempo, mas concluía mal.
Foi a terceira derrota do
Tricolor na Série B, mas a primeira por dois gols de diferença. O resultado não
tira o Leão da liderança da competição, mas fez a diferença de pontos para o
vice-líder, CSA, cair de sete para quatro pontos. Quanto ao primeiro time fora
da zona, o Avaí, a diferença é de sete pontos.
O JOGO
A estratégia do Fortaleza não
encaixou no primeiro tempo. O Leão só conseguiu uma finalização certa nos
primeiros 45 minutos e pouco agrediu a Ponte Preta, apesar de ficar mais tempo
com a bola. Os pontas fizeram falta. Marlon e Dodô criaram pouco, os laterais não
conseguiram municiar bem o ataque tricolor e aquele passe de Felipe para Bruno
Melo que gerou o gol da vitória contra o Paysandu não apareceu.
A única bola que o goleiro Ivan
defendeu foi um chute rasteiro de Marlon, sem ninguém para aproveitar o rebote.
O tricolor teve ainda duas jogadas potenciais com Ligger, desviando de pé
esquerdo após cobrança de escanteio e outra com Bruno Melo, que ficou de frente
para o gol após toque de calcanhar de Dodô, mas chutou mal, para fora.
A Macaca foi para o intervalo com
2 a 0 no placar. O primeiro gol saiu aos 8 minutos, quando Renan Fonseca fez um
lançamento para o ataque e o zagueiro Roger Carvalho desviou a trajetória da
bola de cabeça para a própria meta enquanto Marcelo Boeck estava fora. O Outro
foi marcado por André Luiz, aos 39. Ele escapou pelo lado direito, invadiu a
grande área e bateu cruzado.
O placar só não foi mais elástico
porque Boeck fez duas defesas difíceis, nas finalizações de Igor Vinícius e
André Luiz.
Para o segundo tempo, Rogério
Ceni desmanchou a linha de três zagueiros sacando Ligger e mandando Wesley para
campo. Com mais uma opção ofensiva e precisando correr atrás do resultado, o
Leão foi mais para o ataque e aumentou ainda mais a posse de bola. A Ponte, no
entanto, se defendia de forma consistente e em várias roubadas de bola partiu
em contra-golpes.
O volume de jogo maior não fazia
efeito e Ceni decidiu colocar mais uma peça de criação, mas com velocidade,
lançando Wallace a campo, aos 26. Ele até participou de algumas jogadas, mas
nada que fizesse diferença. Romarinho, atacante da base tricolor, também ganhou
uma oportunidade. Ele entrou aos 35 na vaga de Dodô e contribuiu pouco também.
Numa falha de marcação do lateral
direito Pablo, Ruan ficou cara a cara com Marcelo Boeck e quase fez o terceiro,
mas o arqueiro tricolor se sobressaiu mais uma vez.