A sessão ordinária da Câmara Municipal do Crato, da última
terça-feira, 12, contou com a participação de moradores da zona rural que
protestaram contra a nucleação de escolas de algumas comunidades do município.
Moradores de diversas
comunidades usaram a tribuna para discutir sobre o assunto. A professora
Lucineide Oliveira que residente no sítio Juá reivindicou não fechamento de uma
das escolas.
Segundo a professora, a
secretaria de educação informou as instituições de forma impositiva, sem diálogo
com as comunidades “É crime fechar essas escolas que estão lá não só para as
crianças aprenderem a ler e a escrever, elas têm grande importância para a
comunidade porque elas têm transformado a vida dessas comunidades”, pontuou.
Ainda de acordo com Lucineide a
principal justificativa é apresentada o número reduzido de alunos e a
necessidade de reduzir os gastos.
Já o morador Manoel Leandro do
sítio Chico Gomes disse que o fechamento já vinha sendo planejado com a
retirada dos transportes escolares. Ele afirmou que tem um amparo legal da Lei
e espera que a prefeitura possa buscar uma melhor forma de atender os alunos.
O presidente da Câmara
Florisval Coriolano PRTB afirmou que foi pego de surpresa com a presença dos
moradores no plenário Paulo Bezerra. Os moradores não enviaram ofício para
participar da sessão e mesmo assim foi assegurada a palavra para três
representantes utilizar à tribuna.
Devido as interrupções do
público durante as falas dos vereadores, a sessão foi encerrada.
