Os atiradores responsáveis pelo massacre na
Escola Estadual Raul Brasil escolheram o horário do intervalo das
aulas para fazer o maior número possível de vítimas, segundo as primeiras
investigações do crime que chocou Suzano, cidade da Grande São Paulo.
Antes de invadir o colégio nesta quarta-feira (13), a dupla baleou o
proprietário de um lava-jato localizado nas imediações do Jardim Imperador,
bairro onde está a escola alvo do atentado.
O proprietário do lava-jato passa por cirurgia na
Santa Casa de Misericórdia da cidade e seu estado de saúde ainda é
desconhecido.
Na sequência, os atiradores seguiram para o colégio. Na entrada, tiveram acesso fácil ao interior da escola por volta das 9h30. Encapuzados, fizeram uma sequência de disparos.
Na sequência, os atiradores seguiram para o colégio. Na entrada, tiveram acesso fácil ao interior da escola por volta das 9h30. Encapuzados, fizeram uma sequência de disparos.
Alunos e funcionários mortos
A coordenadora pedagógica e mais uma funcionária
foram as primeiras baleadas. Elas morreram na hora.
Na sequência, os suspeitos balearam mais quatro
estudantes, que também morreram no local. Outros dois baleados morreram depois
de serem atendidos no hospital.
A cena de terror termina quando os atiradores se matam no corredor do colégio.
A cena de terror termina quando os atiradores se matam no corredor do colégio.
Os alunos que sobreviveram ao massacre saíram
correndo e se abrigaram nas casas e no comércio localizados no entorno do
colégio.
A moradora Juliana Romera, 40, foi uma das que
abriu a própria casa para abrigar seis alunos. "Eles choravam e tremiam
muito. Dei água com açúcar e pedi para eles ligarem para os pais", disse.
Armas de fogo e flechas
Segundo o coronel da PM de São Paulo, Marcelo
Salles, os atiradores portavam um revólver calibre 38, carregadores e uma
besta, uma arma medieval que dispara flechas.
Os suspeitos têm 17 e 25 anos e foram identificados como Guilherme
Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos.
O governador João Doria (PSDB), acompanhado por uma comitiva de
secretários, esteve na Raul Brasil na manhã desta quarta. Muito abalado, Doria
disse em coletiva à imprensa que a cena que viu "é a mais triste de sua
vida". "Fico muito triste que um fato como esse tenha acontecido em
São Paulo e no Brasil."
Doria
informou que o governo do Estado vai prestar toda assistência às vítimas e aos
seus familiares.
A
escola Raul Brasil ainda permanece isolada porque os suspeitos deixaram no
local artefatos que aparentam ser bombas.

