No dia 08 de março, data em que se comemora o Dia
Internacional da Mulher, um ato entre a Praça da Prefeitura de Crato e a Praça
da Sé promete reunir centenas de pessoas que lutam pelo fim da violência contra
as mulheres e a favor de seus direitos. Ambos os espaços foram palco de
feminicídio, quando mulheres perderam suas vidas em decorrência da violência
cometida por seus ex-companheiros, que não aceitaram o término de seus
relacionamentos.
Geane Tavares de Sousa, assassinada na última quinta-feira
(28), e Silvany Sousa, morta no último ano, devem receber homenagens no ato,
que pede um basta à atrocidade frequente. Dados apresentados pelo Observatório
da Violência no Cariri, da Universidade Regional do Cariri (Urca), de 2018,
apontam que, nos dois últimos anos, 4.123 ocorrências foram registradas nas
Delegacias de Defesa da Mulher de Crato e Juazeiro do Norte.
Devido aos altos índices de violência contra a mulher, a
região caririense é reconhecida como uma das mais violentas no Brasil. Na
contramão dos fatos, a Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri realiza, com frequência, reuniões e ações de combate à
realidade. Como acredita Verônica Isidório, professora feminista que integra a
Frente, a sociedade coloca as mulheres para competirem entre si, seja pela
beleza, pelo homem, por comportamento.
