Uma
decisão do Papa Francisco deixou Frei Damião de Bozzano, missionário que atuou
no Nordeste no século 20, mais perto da beatificação. Um decreto do sumo
pontífice, editado no Vaticano, reconheceu como venerável o frade capuchinho,
que nasceu na Itália e morreu no Recife.
De
acordo com Frei Jaciel Gomes, postulador da causa e responsável pelo
acompanhamento do processo de beatificação e canonização de Frei Damião, a
decisão de tornar o capuchinho venerável foi tomada no sábado (6).
“Houve
o reconhecimento pela Comissão dos Bispos e Cardeais. É o penúltimo passo antes
da beatificação”, afirmou.
Gomes
informa também que o decreto do Papa Francisco reconhece para a comunidade da
Igreja Católica que Frei Damião exerceu, em grau heroico, as virtudes cristãs.
A decisão saiu durante em um encontro entre o papa e o prefeito da Congregação
da Causa de Todos os Santos, cardeal Angelo Becciu.
“Falta, agora, o reconhecimento de um milagre para
ele ser considerado beato”, acrescentou Gomes. Para Frei Damião ser considerado
santo, é preciso comprovar mais um milagre.
Processo
O
processo de beatificação e canonização de Frei Damião foi aberto em 2003. O
primeiro passo foi dado quando a Igreja Católica reconheceu o capuchinho como
Servo de Deus. Em 2012, os postuladores da causa levaram documentos para o
Vaticano. Seis anos depois saiu o parecer da Comissão dos Teólogos, na
Congregação da Causa de Todos os Santos, que aprovou o processo de
beatificação.
Histórico
Segundo
informações da Igreja Católica, Frei Damião nasceu em Bozzano, na Itália, em 5
de novembro de 1898. Aos 13 anos ingressou na vida religiosa, e em 1915, aos 17
anos, emitiu os primeiros votos religiosos e recebeu o nome de Damião. Ele
chegou ao Brasil, em 1931, e passou a morar no Recife. Pio Giannotti, seu nome
de batismo, participou de “Santas Missões” durante 66 anos de vida religiosa.
O
frei ficou muito conhecido no Cariri devido as famosas missões, principalmente
durante as romarias em Juazeiro do Norte, movimentando milhares de fiéis e
devotos.
Frei
Damião morreu no Recife, em 1997, aos 98 anos. Ele ficou internado, por vários
dias, em um hospital particular.
