Cinco gestores
da Prefeitura de Granjeiro abandonaram os cargos, nesta quinta-feira
(26), após o assassinato do prefeito, João
Gregório Neto, o "João do Povo". O grupo era aliado de "João do Povo". O vice-prefeito, Ticiano Tomé (PSDB), deve
assumir a Prefeitura, na próxima segunda-feira (30).
Na lista de demissão
estão: o secretário de Administração e Finanças de Granjeiro, Mytchel de
Almeida; a secretária de Assistência Social, Naiana Borges, esposa de Mytchel;
a procuradora do município, Ana Meire da Costa; chefe do setor de Recursos
Humanos, Maria Imaculada Henrique e o presidente do órgão de Licitação, João
Lacerda.
Administração
Os funcionários
entregaram cartas de demissão coletiva ao presidente da Câmara Municipal,
vereador Luiz Márcio Pereira (PMN). Os documentos foram encaminhados
ao atual vice-prefeito, Ticiano
Tomé, cuja posse no cargo
de prefeito está marcada para a próxima segunda-feira, às 8h.
Aliados do
ex-prefeito que estão na administração municipal disseram à reportagem do
Sistema Verdes Mares que não deverá ter mudanças em secretarias como a de Saúde
e de Serviços Públicos, responsável pela coleta de lixo, por exemplo.
João do Povo e
Ticiano Tomé haviam rompido após o grupo político do vice fazer denúncias
contra o gestor.
Assassinato
João do Povo foi
alvo, em 2018, de uma operação da Polícia Federal, que investigava fraudes em
licitações. De acordo com as investigações, o prefeito movimentou cerca de R$
26 milhões em um período de dois anos na conta de um parente, beneficiário da
aposentadoria rural.
O prefeito foi assassinado a tiros, na última terça-feira (24),
enquanto caminhava próximo à parede do Açude Junco, no município do Cariri. De
acordo com testemunhas, um carro aproximou-se do gestor e o suspeito efetuou os
disparos. A Polícia Civil investiga o caso e já ouviu, pelo menos, cinco
testemunhas.
Fonte DN
