Um caso de duplo homicídio foi
registrado por volta das 09h30min desta segunda-feira na zona rural de Campos
Sales já se constituindo em três assassinatos no mês de junho naquele município
e se igualando a Juazeiro do Norte e Crato. Este ano em Campos Sales exatamente
20 homicídios já foram registrados este ano ou 12 a mais que os oito de 2019 e
se aproximando dos 28 acontecidos em 2020 no Crato.
Os crimes aconteceram no Sítio
Cajazeiras na área de Campos Sales tombando sem vida Antonio Pedro dos Santos,
de 30 anos, o “Pedrão” e Israel Antonio Paz de Sousa, de 20 anos, o “Rael”, que
residiam no mesmo Sítio Cajazeiras, porém no território de Salitre. Os dois
trafegavam numa moto de cor amarela e, provavelmente, o homem marcado para
morrer seria “Pedrão” quando o seu amigo “Rael” terminou como vítima de “queima
de arquivo”.
Moradores das imediações disseram à
polícia terem ouvido apenas os estampidos de arma de fogo e o barulho de uma
moto como se estivesse em fuga. Supostamente, quando as vítimas caíram da moto
em que trafegavam, foi concluída a execução com disparos de arma de grosso
calibre a maioria na cabeça e à queima-roupa. “Pedrão” tinha sido preso no dia
29 de abril de 2019 como suspeito de ter matado o empresário Miguel Ferreira de
Oliveira, de 50 anos, o “Milionário da Mega Sena”.
Contra o mesmo, policiais civis da
Delegacia de Campos Sales cumpriram uma prisão temporária após o recebimento de
denúncias anônimas que estava numa casa na zona rural de Campos Sales. Ele
ainda tentou fugir, mas foi alcançado e capturado pelos policiais quando negou
envolvimento no crime. O “Milionário foi morto na madrugada do dia 4 de
fevereiro de 2018 quando participava de uma seresta no Bar e Pizzaria Ponto da
Pizza na Rua Vicente Alexandrino (Bairro Alto Alegre) em Campos Sales.
Ele residia na Rua Coronel Eneas
Arraes no centro da cidade e foi executado num suposto crime de pistolagem.
Quando morou em São Paulo, tornou se milionário no ano de 2011 ao ganhar um
prêmio da Mega Sena no valor, à época, de R$ 39 milhões. Daí voltou para sua
terra natal e dizem que teria inflacionado o mercado imobiliário local
comprando vários imóveis. Miguel era um boêmio suspeito de ser usuário de
cocaína, vivia de aluguéis e respondia crimes de trânsito.

