Cerca de uma hora após a confirmação
da morte da jovem Roberta Oliveira Barbosa, de 28 anos, que residia na Rua
Maria Erimita Sampaio perto da agência do INSS no centro de Mauriti, a polícia
prendeu o acusado. O gari da Prefeitura de Mauriti e ex-presidiário João Soares
Chagas, de 52 anos, o “João Aurora”, foi localizado por volta das 14 horas num
matagal debaixo da carcaça de um veículo abandonado e apresentando sangramento
no joelho esquerdo e outro na canela direita.
O crime aconteceu por volta das 10h30min
deste sábado quando João tentou fazer sexo com Roberta e esta não permitiu. Ele
apanhou uma faca e desfechou golpes atingindo-a no tórax, no pescoço e outro no
braço, sendo socorrida pelo SAMU ao Hospital São José onde morreu por volta das
13 horas. A mãe dela Maria Aparecida de Oliveira, de 48 anos, mora no Sítio
Umbuzeiro em Mauriti, mas estava na casa da filha e confirmou para a PM que o
padrasto tentou manter relações sexuais com sua filha.
Não demorou muito e nem “João Aurora”
foi longe sendo localizado e preso por uma patrulha do Destacamento Militar de
Mauriti com o Cabo Luiz e os Soldados Moura e Cesar avistou. Segundo o Tenente
Alcebíades Brasil, o mesmo terminou conduziu à presença do Delegado de Polícia
Civil, Robeilton Amorim, na Delegacia Regional de Brejo Santo. Ele foi autuado
em flagrante para responder por crime de homicídio.
Após depor, João foi submetido a
exame na Pefoce e recambiado à cadeia pública de Juazeiro. Em julho de 2013 uma
pessoa foi presa com arma de fogo quando ameaçava João e sua companheira Maria
Aparecida. Já em junho de 2015 ele e a própria Roberta foram lesionados e o
Inquérito Policial, protocolado na Comarca de Mauriti indiciou José Romero de
Figueiredo hoje com 26 anos. Ele é suspeito de um crime de feminicídio registrado
a cerca de 10 anos contra uma mulher grávida.
Esta foi a primeira mulher
assassinada este ano em Mauriti e a 17ª no Cariri. A última naquele município
tinha sido no dia 4 de março de 2017 quando Francisca Elivania Cândido, de 29,
a “Vania” que residia no bairro Bela Vista, foi morta a golpes de facão pelo
esposo João Paulo de Almeida, de 36, o qual praticou o suicídio por
enforcamento. Ela trabalhava como auxiliar de serviços na Zenir Móveis de
Mauriti e ele era muito ciumento.
