Sidrônio Moreira, agricultor de 63 anos que decidiu perfurar um poço artesiano em seu quintal para obter água, mas no lugar encontrou uma possível jazida de petróleo, contou ao g1 que não se arrepende do processo, mesmo que o objetivo principal ainda não tenha sido alcançado. O caso foi registrado em Tabuleiro do Norte, no Sítio Santo Estevão, localizado a cerca de 35 quilômetros da sede do município.
Seu Sidrônio e o filho Sidnei Moreira decidiram cavar um poço artesiano em 2024, já que a família enfrenta escassez hídrica e leva uma rotina difícil. Para isso, decidiram fazer um empréstimo de R$ 15 mil. A frustração veio no momento em que viram jorrar um líquido preto e com cheiro de combustível, nada parecido com água. Desde então, eles aguardam uma análise definitiva da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
"Não me arrependo de nada. Eu me arrependeria se eu tivesse pegado dinheiro e 'jogado do mato' [expressão utilizada no Ceará equivalente a desperdiçar, jogar fora], mas eu estava atrás de encontrar uma novidade para nossa propriedade. Possa ser que Deus ajude para que esse poço renda alguma coisa para me ajudar a furar um poço aqui", diz Sidrônio.
O objetivo continua o mesmo: encontrar uma fonte de água própria para abastecer a casa e cuidar dos animais. Enquanto isso não ocorre, a família voltou a receber água de uma adutora da região e de carros-pipa enviados pela prefeitura. Não é suficiente, mas alivia o problema:
"Eles (a prefeitura) me deram ajuda. Tá vindo água, encheu as vasilhas, fiquei muito satisfeito. A gente usa para banho, para cozinhar, para os bichos beberem. O negócio estava ruim, mas [melhorou], deu mais uma chuva".
Com informações do G1 Ceará.
