O ministro da
Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje que o governo ainda não sabe quais serão
as fontes de recursos que custearão o pagamento do auxílio emergencial. Ele
também pediu ajuda do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para
aprovar uma proposta que define de onde sairá o dinheiro e rebateu críticas de
que o governo demora para iniciar os pagamentos. "Temos um problema
técnico de fontes (de recursos para pagar o auxílio de R$ 600). O presidente
Rodrigo Maia poderia nos ajudar muito se ele encaminhar e aprovar em 24 horas
uma PEC emergencial que regularize isso, o dinheiro sai em 24 horas, por
exemplo", disse Guedes.
Segundo ele,
os secretários do Tesouro Nacional e do Orçamento Federal informaram que é
necessária uma mudança orçamentária ou a edição de uma PEC (Proposta de Emenda
à Constituição) para que os recursos sejam destinados ao programa.
Guedes rebate
críticas de demora O ministro também declarou que muitas pessoas têm criticado
o governo, sem sugerir soluções para que o programa saia do papel. "Está
havendo uma falta de percepção quanto ao esforço que é criar um programa novo.
Ele não existia. Depois que ele aparece está cheio de protagonista, um monte de
gente reclamando. Foi um choque inesperado. Em três semanas e meia a gente cria
um programa novo, que é o auxílio emergencial aos informais", declarou.
Segundo Guedes, o dinheiro que custerá os benefícios "não cai do céu"
e depende um processo técnico e de mudanças na legislação do país. Ele ainda afirmou
que reuniões seriam realizadas no Palácio do Planalto para tomar essas
decisões.
Fonte-Uol
